♪ Músicas online grátis! Acesse: www.powermusics.com
Uma visita à Terra dos Sonhos
- o primeiro contado de Alex
Caminhando por entre uma grama viva, verde, florida. O céu é um azul difícil de descrever. O gostoso vento refresca sua pele e mexe seus cabelos castanhos. Em seus olhos se refletem a beleza e o encanto do jardim.
A menina de oito anos anda e anda, e quando imagina chegar no centro do labirinto, sempre é uma parte fechada, com um banco de pedra, do tipo que aparece em praças. Mas este era um pouco mais...bonito.
De tanto chegar em enganações de labirinto, ela para para se sentar.Nem estava cansada, apenas queria sentar-se. Era um banco até confortável. Ela ficou ali sentada e não passou muito tempo que, soprado pelo vento vindo de não muito longe, um pó, uma poeira brilhante. O tal pó viajava nos ares, e não estava disperso. Ele tinha um rumo, e quando a menina o viu pasando pelo caminho do labirinto em um sentido tão dinãmico.... ela não o tinha tentado.
O pó corria, parecia ter vida própria, parecia pó de fadas.A poeira corria e voava cada vez mais rápido, então, a menina corria cada vez mais rápido também. Corria sorrindo, corria rindo, enérgica, em êxtase. Havia de seguí-lo, queria seguí-lo. Talvez ele tenha uma surpresa. talvez mostre algo de fascinante. Algo como.....
O Centro do Labirinto
Era muito mais bonito do que ela esperava; era muito mais belo do que o que seria se ela imaginasse.
Melhor do que algo que nos agrada é algo que nos surpreende.
O pó, no Centro do Labirinto, no Grande Jardim, finalmente disperçou-se e iluminou cada flor que ali enfeitava. Quando ela entrou no jardim e se deparou com as belíssimas rosas, gerânios, margaridas, a grama, a beleza daquele jardim, abriu um enorme sorriso. Em seu rosto, se refletia a magia que acontecia dentro dela.
Um jardim lindo, pó mágico.... magia deve estar relacionada!
Este jardim é bonito demais. Mas eu não sei onde é, quer dizer, onde fica. E está sem ninguém.Quem é o jardineiro? Se é que tem algum jardineiro por aqui. Seria aqui o encontro de casais apixonados, namorados encantados? Por que será que me lembra magia? Será que esperava por alguém? Será que esperava por mim?
De repente, surgem fadas, pequeninas fadas, bailavam nos ares, como um vôo sincronizado. E pareciam que dançavam desde sempre. As fadinhas dançavam com tanto amor.
A menina sorriu para as fadas, sorriu para sua graça, sorriu para sua paixão pela dança. Elas interroperam os rodopios e voaram direto para ela, que riu mais ainda. As fadas voavam em torno dela, mexiam em seus cabelos, emitiam sons engraçadinhos. Pareciam cochichar, ou pareciam tentar dizer-lhe alguma coisa.
Pareciam tentar pronunciar seu nome?
Alex
O que elas diziam era similar, mas também lembrava....
Alice
Diante de seus olhos, por um momento, apenas um breve e curto momento, o rosto de uma bela jovem. Sorrindo, com os olhos encantados. Como se estivesse contemplado uma beleza. tal qual como a pequena Alexandra, agora mesmo.
Ela era tão linda, e tão encantadora.
Parecia ter o espírito sonhador. Parecia fazer parte dos sonhos. Parecia gostar do jardim tanto quando Alex.
Talvez fosse apenas uma breve alucinação.. com o rosto de uma moça.
As fadinhas a guiaram até uma parte da cerca viva, onde havia um buraco. Alex pensou que talvez fosse algum problema para resolver.
E se o jardim tivesse sido abandonado pelo último jardineiro, e apesar de lindo, ainda tem certos problemas? E ninguém nem pode ajudar um pouquinho? O que eu, na minha condição, poderia fazer?
Mas as pequeninas fadas a mostraram que não havia nada de errado ali. Algumas entraram no buraco. Alexandra estranhou, mas logo pensou que poderia ser dali de onde elas vieram ou saíram. Ou um mistério....
Mas uma fadinha de cabelos cor-de-rosa tentava falar com ela. Mas Alexandra não entendia bem.
''O que você quis dizer?''
A fadinha de cabelos rosa pareceu impaciente. Tentou fazendo gestos com os braços.
''Ah! É pra eu entrar aí!''
Alex tentou se enfiar no buraco. Pensou que o buraco não era grande o bastante para ela poder ao menos passar por ele, mas pareceu que era um abismo, e que o buraco abriu mais por um minuto. Alexandra acabou caindo.
Recuperando-se da queda. Que caída! Que adrenalina!
Alex se viu em um buraco, uma cova redonda e grande no chão. Ela se levantou e ...
- Você está mais bonita.
Alxe olhou para a dona da voz feminina e infantil. Era a Fada dos Cabelos Rosa. Do tamanho de Alex, e de pé.
Alex levantou-se e subiu do buraco, com uma mão de...
- Meu nome é Babette. -
Alexandra apertou sua mão sorrindo.
- O meu é Alexandra.
Alex olhou para Babette dos pés à cabeça e viu como ela se vestia, de uma forma tão fofa.
- Você está linda.
- Você também. Foi por isso que eu disse quando você caiu no buraco.
Alex se olhou da cabeça aos pés. Também havia trocado de roupa ao cair, sem perceber?- Como esse vestido surgiu?
- Você gostou?
-Eu adorei! Mas... de onde ele veio?
- Você tem que vir arrumada para o chá. Sempre aparece um vestido bonito. Agora, como ele apareceu eu não sei explicar direito, não...
Ela começou a andar Alex foi junto, mesmo sem saber aonde estariam indo.
- Que chá?
- Ora, a festa do chá.
- Festa do chá? Tipo... com o Chapeleiro Louco?
-.É claro, esse mesmo! Então você conhece sobre ele?
- Sim. Do livro da Alice.- Você também sabe sobre Alice?
- É claro, eu conheço a historia.
- Eu também. Ouvi muito falar dela.
- Ou viu falar? Você já leu o livro?
- Livro? Tem livro sobre ela?
- Bom, de onde eu venho, tem.
-Nossa....
- Mas eu não sabia que ela existiu mesmo. Quer dizer, ela veio pra cá?
- Aham.
- Então aqui é.... o País das Maravilhas?
- É sim....
Alexandra a olhou surpresa.. e alegre!- Quer dizer... você não sabia? Por onde você veio, dava para o País das Maravilhas. Você não foi pro jardim por isso?
- Não sei. Eu nem sequer sei como fui parar naquele jardim...
- Ninguém nunca sabe ao certo. Olha, chegamos.| A Ilústríssima e Excêntrica anfritriã Yolanda |
- Babette! Trouxe uma amiga! Qual é o seu nome, minha querida?
- É Alexandra. - disse sorrindo gentilmente e fez o mesmo cumprimento, levantando com uma mão a ponta do vestido, com a outra apertando a da anfitriã, e com um pé atrás, no estilo bailarina, abaixando em Plié.- Eu sou lady Yolanda Madness.Muito prazer. - Tão linda. Eu adorei o seu vestido, meu bem. Você veio para o meu chá? Sente-se aqui, do meu lado,
- Então, Alexandra. Eu já sei seu nome. Agora me diga seu sobrenome.
- Alexandra Jean Liddel.Pela expressão de Yolanda, havia alguma coisa no nome de Alex, alguma coisa errada... ela tratou logo de sorrir.
- Minha querida. E de onde você vem? Lá de cima eu já sei. Mas de alguma cidade?
| Jacqie |
A menina olhou para elas.
Jacqeline Berlusconi era seu nome. Jacqie.
Yolanda bajulou mais um pouco.
- Oh, minha querida. Você é tão linda!
Babette sabia que ela estava apenas puxando o saco. Como sempre fazia com um convidado jovem - não que fosse muita gente de fora tomar chá.
- Ah, obrigada - respondeu a lisongeada Alex sorrindo.- Mas sabe como ficaria melhor? Se eu pegasse um pouco de erva e deixasse ele loirinho.
Achei que ela estivesse elogiando. Agora quer mudar a cor do cabelo dela?
-Me esperem que eu já volto.
Yolanda levantou-se da mesa e saiu.
- Ela vai querer tingir o seu cabelo de loiro. - lhe falou Jacqueline.
- Sério? - Alex adorava quando uma pessoa tímida falava com ela.
- É. Ela também quis pintar o meu.
- Por que ela ia querer pintar o seu.. e o meu cabelo?
Babette já ia abrir a boca para cochichar o porquê, mas Yolanda havia chegado com uma ervinha nas mãos.
- Alexandra, querida! Eu trouxe a ervinha. O que acha de pintar este cabelo lindo agora?
- Ahn... Yolanda, a gente pode levar a Alex pra conhecer o seu castelo? - Babette tentava despistar Yolanda
- Mas eu queria tanto pintar o seu cabelo.... tudo bem! Vamos, lindinha, venha. Eu quero muito te mostrar o meu lindo castelo.
Yolanda levantou-se e puxou a cadeira de Alex.
- Venha comigo.
Babette foi junto, e com um gesto, convidou Jacqie para ir também.
Guiando as três meninas por um breve caminho pela floresta, não muito longe da mesa do Chá (que mais lembrava um banquete), a excêntrica e chamativa Yolanda Madness dava finos e engraçados passos sobre seus cobiçados saltos.
Não muito longe da mesa de onde levantaram, ficava uma enorme e psicodélica mansão, sem janela alguma, com uma porta branca e simples, sem maçanetas.
- Bata. - disse Yolanda à Alex.
Ela bateu a porta , que se abriu e elas entraram. A Porta Aberta dava para um longo corredor, com chão xadrez, paredes coloridas e portas, as mais estranhas portas inimagináveis.
Yolanda as guiou por uma quebra de caminho no corredor. Ali, ela dizia, ser seu canto preferido na casa. Apesar de que não era bem um canto. era um corredor que ia para.. seu quarto.
Na parede do corredo, havia uma estante cheia de bonequinhas.
- Eu faço uma coleção. São preciosas pra mim.
Yolanda, Babette, Jacqueline a Alexandra caminharam mais um pouco e chegaram ao seu quarto.
Ela sentou-se na cama e mostrou-se muito interessada em conhecer mais sobre Alex.
- Então, Alexandra. Me diga mais do seu mundo, lá em cima. Me conte sobre você.
- Bom, eu.... - o que dizer, afinal? Yolanda está mesmo muito interessada. - Eu moro em uma cidade, lá em cima, na casa do meu...
- Me fale sobre você.
- Eu? Bem...
- Você gosta de contos de fadas?
- É claro! Leio um atrás do outro. Até queria fazer parte de um..
- Você gosta de Alice No Paìs das Maravilhas
- É claro. Eu adoro.
- E, por acaso, se sentiu como uma.. Alice hoje?
- Nossa, e como! Bem, eu ao menos acho que ela também se sentiu assim. Meu Deus, eu fui para um mundo diferente do meu e tomei chá..
- Você... você sabe que tem alguma semelhança com ela?
- Eu.. tenho?
- Não acha que tem?
- Bem.. acho, sim
- O seu sobrenome, por exemplo. Me diga de novo o seu nome completo.
Babette, vendo que aquela conversa não chegaria a bons lugares interrompeu:
- Alex, vamos brincar?
''Menina rebelde, me inerrompendo'' pensou Yolanda.
- Brincar? Mas estamos conversando com Yolanda, não estamos?
- Tudo bem, Alex - Yolanda pronunciava fortemente, como uma indireta ou ironia para Babette - podem brincar. Mas antes, eu quero dar apenas uma coisinha uma de vocês.
Foi até uma das estantes, subiu em um banco, pois era de uma estante alte e tirou dali uma caixa preta.
- É um presente à você, Jacqueline.
Jacqueline aceitou a caixa, surpresa. A convidada especial era Alex, não é verdade? E Jacqie estava ali, invisível.
- Abra.
Jacqie o fez e deparou-se com um lindo presente. Todas as três se depararam.
Jacqie Berlusconi a tirou da caixa, a ergueu sobre o ar, e contemplou o delicado rosto da boneca e seus loiríssimos cabelos.
Jacqie: Muito obrigada...
Yolanda: Podem ir brincar com ela.
Yolanda as guiava para fora de seu Palacete para irem brincar lá fora, na floresta.
Estava de noite, quase amanhecendo. Depois de tanto brincar, Alex declarou:
Alex: Eu... acho que tenho que ir.
Babette: mas já?
Alex: Está amanhecendo..
Jacqie: Você volta?
Alex: Eu queria poder voltar. Adorei brincar. Mas, não sei como faço para voltar.
Yolanda, se aproximando:
Yolanda: já vai? Por favor, fique um pouco mais!
Alex: Eu.. - por que ir embora? - tenho mesmo que ir.
Yolanda: Nem me deixou mexer em seu cabelo!
Alex: Já vai amanhecer. Eu tenho que estar lá. Tenho que acordar.
Jacqie: pelo menos, brinca mais um pouco... você ao menos vai voltar?
Alex: Eu na verdade nem sei como voltar para minha própria casa.
Yolanda: Que tal se déssemos uma volta no meu carrossel? É o único jeito.
Alex olhou para Babette, e para Jacqie.
Alex: Tudo bem.
Yolanda: Subam.
Yolanda estava em uma espécia de carruagem, e Jacqie sentou-se ao seu lado. Babette ficou com um cavalo vermelho, e Alex, subiu em um branco.
Antes de começar a rodar, Yolanda foi até Alex, só para lhe amarrar uma fitinha cor-de-rosa no cabelo.
Yolanda: Não se esqueça disso! Eu ainda quero mexer no seu cabelo.
Voltou para onde estava sentada com a pequena italiana.
Yolanda: Que começe a rodar...
Em pouco tempo, Alex sentiu-se como se tudo á sua volta, e tudo era estrelas, cosmo e os cavalos. O cavalo branco onde ela estava montada, o vermelho onde estava Babette, e os cavalos puxando a carruagem de Yolanda e Jacqueline. Tudo o que ouvia era uma música bem calma. Música para dormir.
Porquanto, a música apenas a acalma.
Babette disse, de longe em seu cavalo:
Babette: Alex, pra você voltar quando quizer!
E lhe jogou á distância uma chave, e Alex a pegou.
Alex: Eu vou voltar! Logo, logo!
A música ficou cada vez mais lenta, e mais sonolenta. Alex olhou para trás e viu Jacqie quase dormindo. Sentiu vontade de dormir também.
Adormeceu sobre o cavalo.
''Eu prometo voltar....''



Nenhum comentário:
Postar um comentário