sexta-feira, 25 de novembro de 2011

1º Capítulo- Passado conturbado

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  Agarra-se ao seu brinquedo favorito. É este o som que faz o Macaquinho de Calças Listradas.O som em constraste com o silêncio da lágrima descendo por seu rosto, os objetos da casa sendo quebrados e os gritos de raiva, de medo, de angústia vindo da sala. Os objetos comprados para enfeitar uma casa bonita, da família feliz. Um quarto, lindo para as duas filhas crescerem em uma infância feliz, como nas esperanças da jovem e maternal Dianna.
   Aperta seu macaco de pelúcia, porque ele é seu único amigo agora. Sim, sua irmã , Angela está lá, sentada debaixo na mesa e você agachada em seu quarto branco e quase vazio. Angela a chama para sentar com ela debaixo da mesinha, onde você está um pouco mais segura. Será quem há alguma chance de o namorado da mamãe entrar no quartinho, com a porta semi-aberta e o mosntro chegar mais perto? O medo não é do que possivelmente ele fará, não imaginemos isto agora, mas sim, que ele pode chegar mais perto. Uma criança feliz como todas as outras, com uma mãe que amava muito, amava a ela e a sua irmãzinha e elas tinham planos para uma vida feliz.
Dianna Liddell teve sua primeir filha aos 19 anos, bem jovem. Mas este foi seu único descuido. Dianne nunca se arrependeu e decidiu se casar. Seu namorado, pai de Angela não quis mais saber depois de um tempo. Depois apareceu sua caçula Allie. Mas a amorosa Dianna só queria cuidar bem de suas menininhas. Casou-se com Helio, um homem que realmente a amava. Mas um dia, Helio bebeu demais em uma festa. Mostrou-se com um vício para o álcool. Bateu nela, algumas vezes. Dianna só queria que ele mudasse. Ela tinha esperança que o pesadelo acabaria amanhã. Não sei, um dia. Para onde ir, se decidisse o deixar? Estava em ruínas o sonho da família maravilhosa.




 Desta vez, agora, desta vez, Dianna não o abraçaria se Helio viesse atrás, como de costume depois de uma briga. Desta vez, ela não pensaria duas vezes, mas já havia planejado há tempos, de fugir com suas meninas. Não aceitaria pedido algum de desculpas. Não amava mais quando ele se arrependia de bater nela, não aceitaria falsa promessas!

- Allie! Angela!
Correu para o quarto das meninas e as pegou. Trancou a porta do quarto. Colocou as meninas uma por uma para sair pela janela. O surtado chutava a porta querendo entrar. Na hora que a mamãe ia pular pela janela, ele entra no quarto, corre para Dianna e a puxa pelos cabelos. Lhe dá uma surra seguida de outra surra. Angela e Allie se abraçam e choram.


Dianna bate nele, e desvia, de um jeito que ele acaba batendo forte na parede, do quarto das meninas, e ele fica no chão, quase embriagado, sem conseguir nem se lavantar. 
Dianna sai da casa com  Alexandra,6, e Angela,7, em direção à casa dos Goulding, seus vizinhos. 
- Vamos ficar ali até a polícia chegar.
  A polícia levaria o bêbado e elas finalmente voltariam para casa. Mas Helio, havia se reerguido. Saindo de casa, quando avistou Dianna na porta dos vizinhos, disparou um tiro. Ela caiu no quintal dali.




Tarde da noite daquele mesmo dia, lá está a polícia. O homem já está muito longe dali. O perigo não vai lhes perturbar agora. Mas.... e a mamãe? As menininhas estão na casa, no seu quarto. Dianna está deitada no chão, para morrer. Não há mais esperança. Para ela.
- A mamãe ama muito vocês. - Ela diz docemente para seus maiores amores. - Perdoem a mamãe.
Deu um beijo em cada uma e as abraçou. - Estarei sempre aqui. Basta fecharem os olhos.


   Angela e Allie choram incessamente. A polícia as levará para outro lugar. Mas antes, Alex corre para pegar seu livro de contos fictícios. É mais que um livro de histórias bobas de criança. Era o livro que Dianna sempre lia para elas antes de dormir. 


Os Goulding estavam ali, com as menininhas até às 23:57. A polícia decide levá-las embora. Elas se despedem. Dona Goulding dá um abraço em cada uma e pede que deixem com ela. Promete que as criará que cuidará bem delas. Aquela era sua segunda casa. Pelo menos, que passem a noite aqui.


O policial percebeu, pelos rostos chorosos e expressões tristes das meninas que era o melhor deixá-las ali.


Concordou em passarem uma noite. Daqui à dois dias, ele volta para buscar as meninas e levar ao juizado de menores. 

Esta noite vai ser muito difícil dormir para Angela. Mas Alex só quer fechar os olhos e afundar em um sono profundo para acordar pela manhã e estar em seu quarto lindo e rodeado de brinquedos, com sua mãe por ali. Sem Hélio. Sem sofrimento. Foi apenas um pesadelo, ela dirá com sua voz angelical, Eu estou aqui..


E com seu grande amigo, Luke, a adora. Vai ficar tudo bem, a mãe dele, que também tem muito carinho pelas meninas, diz. Não com o tom de luz e amor da mãe delas. Mas ela também só quer o melhor para elas.


2 comentários:

  1. Uou....que lindo! Essa história promete!
    Tive que me segurar aqui pra não chorar, sério...é tão triste saber que tem mulheres que são agredidas pelos maridos =( Que mundo injusto!

    Mas enfim, amei seu blog...estou ansiosa pro próximo capitulo!

    Bjiim ♥

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  2. Oh, Muito Obrigada, Belieber!

    Sério, fiquei muito Emocionada quando vi seu comentário aki! :D

    E, bem, a história faz chorar muito, mas não vai se tratar bem disso.
    É mais sobre fantasia. Isto foi apenas o mas conturbado momento da vida de Alexanda Liddel.

    Vc vai amra a his´toria!

    Beijos de Esperança!

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